Justiça rejeita acusação de Filipe Barros contra deputado Arilson no caso Banco Master
Manda FM 105,9 a sua Rádio que Manda Bem!
Justiça rejeita acusação de Filipe Barros contra deputado Arilson no caso Banco Master
Decisão reconheceu que não houve divulgação de informação falsa ou fora de contexto ao relacionar PL e o deputado bolsonarista ao banco
A Justiça Eleitoral rejeitou a acusação do PL do Paraná de que o deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT-PR e Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), teria divulgado fake news ao relacionar o partido e o deputado federal Filipe Barros ao Banco Master. Na decisão, a desembargadora federal Claudia Cristina Cristofani afirma que não ficou comprovada a divulgação de informação falsa ou gravemente fora de contexto.
“O PL tentou transformar crítica política em fake news, mas a acusação não se sustentou na Justiça. Fizemos questionamentos com base em informações que já estavam no debate público. Meu papel é fiscalizar, cobrar e defender o direito do povo de saber o que seus representantes fazem”, afirma o deputado Arilson.
O material questionado pelo PL refere-se a um vídeo gravado em frente à sede do partido, em Curitiba. Na gravação, o deputado Arilson fez críticas a Sergio Moro, Flávio Bolsonaro e Filipe Barros e citou o Banco Master, liderada pelo banqueiro Daniel Vorcaro e que causou um rombo de R$ 52 bilhões, incluindo empréstimos fantasmas aos aposentados.
Ao analisar o vídeo, a desembargadora considerou que as expressões usadas pelo deputado Arilson tinham tom de ironia e crítica política. Para ela, essas falas fazem parte do debate político e não configuraram divulgação de informações falsas.
No trecho sobre Filipe Barros, a decisão registra que a defesa apresentou documentos, projetos, requerimentos e reportagens sobre a atuação do deputado federal, o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A Justiça entendeu que não cabia naquele processo julgar se a interpretação política feita por Arilson a partir dessas informações era correta ou proporcional.
“Se existem documentos, projetos, requerimentos e reportagens, nós temos o direito e o dever de cobrar explicações. Fiscalizar não é espalhar mentira. Vou continuar fazendo oposição com firmeza e colocando luz sobre aquilo que precisa ser explicado ao povo do Paraná”, afirma o deputado Arilson.
A Justiça também rejeitou a acusação de que o deputado Arilson teria pedido aos eleitores para não votarem nos políticos citados. A conclusão foi de que a fala tem caráter persuasivo e desfavorável aos políticos citados, mas não representa um pedido direto de não voto.
Postado em 17/08/2026