Prefeitura esclarece descredenciamento da Coreman; cooperativa pode encerrar atividades após 12 anos em Mandaguaçu
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Prefeitura esclarece descredenciamento da Coreman; cooperativa pode encerrar atividades após 12 anos em Mandaguaçu
A possibilidade de encerramento das atividades da Cooperativa de Trabalho dos Recicladores de Mandaguaçu (Coreman), após cerca de 12 anos de atuação, ganhou novos desdobramentos com a divulgação de uma nota oficial da Prefeitura de Mandaguaçu. A situação preocupa os cooperados, que temem perder a principal fonte de renda de aproximadamente 27 famílias.
Inicialmente, trabalhadores da cooperativa relataram que uma nova associação assumiria os serviços de coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis no município. Eles também afirmaram que o processo de transição estaria ocorrendo sem diálogo com os integrantes da Coreman.
Em nota de esclarecimento, a Prefeitura informou que realizou um processo licitatório para o credenciamento de cooperativas e associações de catadores, seguindo os critérios previstos na legislação. Entre as exigências do edital estava a regularidade ambiental das entidades participantes.
Segundo a administração municipal, durante o processo foram constatadas irregularidades envolvendo a Coreman, entre elas a queima de fios de cobre a céu aberto, prática que, conforme a Prefeitura, configura infração e pode caracterizar crime ambiental. A nota também afirma que houve utilização de caminhões públicos para o transporte desse material.
Diante dessas constatações, a Prefeitura informou que a cooperativa foi descredenciada do processo licitatório.
Equipamentos deverão ser devolvidos
Em entrevista à reportagem, o secretário municipal de Meio Ambiente, Preto Bezerra, explicou que, conforme as regras do processo licitatório, todos os equipamentos e recursos repassados pela Prefeitura à Coreman para a execução do serviço permanecerão vinculados à prestação da coleta seletiva e serão destinados à entidade vencedora da licitação.
Segundo o secretário, isso inclui também os equipamentos adquiridos nos últimos anos por meio de convênios com a Itaipu Binacional, utilizados na operação da coleta seletiva. De acordo com Preto Bezerra, a Coreman terá até a próxima segunda-feira, dia 20, para devolver todo esse patrimônio à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Mandaguaçu, vencedora do processo licitatório, que passará a ser responsável pela execução do serviço no município.
Serviço continuará com nova associação
A Prefeitura esclareceu ainda que a coleta seletiva não será interrompida. Conforme a nota oficial, os trabalhos passarão a ser realizados pela Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Mandaguaçu, entidade habilitada e vencedora do processo de credenciamento.
Cooperados demonstram preocupação
Os trabalhadores da Coreman manifestam preocupação com os impactos sociais da decisão. Além do risco de perda da renda de cerca de 27 famílias, eles destacam que a cooperativa desempenhou, ao longo de mais de uma década, um importante papel na coleta seletiva e na destinação ambientalmente adequada dos resíduos recicláveis no município.
Os cooperados também defendem maior diálogo durante o processo de transição e buscam apoio da comunidade diante da possibilidade de encerramento definitivo das atividades da cooperativa.
Até o momento, não há informações oficiais sobre eventual absorção dos atuais cooperados pela nova associação ou sobre medidas que possam minimizar os impactos sociais decorrentes da mudança. O espaço permanece aberto para manifestações da Coreman e dos demais envolvidos.
Postado em 16/07/2026 - Imagem: Mandaguaçu Urgente