Arilson classifica como abusivo reajuste de 20% na conta de luz e defende reestatização da Copel
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Arilson classifica como abusivo reajuste de 20% na conta de luz e defende reestatização da Copel
O reajuste de 20,51% na tarifa de energia elétrica, anunciado na última quarta-feira (24), reacendeu o debate sobre os efeitos da privatização da Copel. Líder da Oposição na Assembleia Legislativa e presidente estadual do PT, o deputado Arilson Chiorato classifica o aumento como abusivo e reforça importância da campanha para recompra da Copel.
“Desde quando o Governo Ratinho Jr. anunciou a intenção de privatizar a Copel já alertávamos que um dos efeitos seria o aumento na conta de luz e precarização dos serviços. Esse acréscimo é vergonhoso, um assalto ao povo paranaense. Por isso, a Copel precisa voltar a ser dos paranaenses, e não do mercado financeiro", defende.
O deputado Arilson argumenta que o reajuste não encontra respaldo nos custos de produção da energia. “Relatórios da própria Copel apontam redução de aproximadamente 1% no custo de geração no último ano, mas a tarifa teve nesta semana uma alta superior a 20%. Os números deixam claro a mudança de lógica na gestão da Copel após a privatização, ou seja, o foco passou a ser o lucro que vai para o bolso dos acionistas”, critica.
Na avaliação do líder da Oposição, enquanto consumidores enfrentam contas mais caras, os acionistas registram lucros bilionários. Somente no primeiro trimestre deste ano, a Copel apurou lucro líquido de R$ 694 milhões, alta de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em dezembro de 2025, o Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 1,35 bilhão em dividendos.
Além do aumento das tarifas, o deputado Arilson comenta que a qualidade do serviço também se deteriorou após a privatização. “Em todo município que eu visito, recebo reclamações sobre o serviço da Copel, que vai desde queda de energia frequente, demora no restabelecimento da energia a falhas na manutenção da rede. Ou seja, a qualidade do serviço caiu, mas o preço subiu”, expõe.
O parlamentar cita como exemplo da deterioração do serviço o caso registrado em Tupãssi, no Oeste do Paraná, onde uma interrupção no fornecimento de energia provocou a morte de aproximadamente 1,1 milhão de peixes após a paralisação dos sistemas de aeração. Situações semelhantes, segundo ele, têm causado prejuízos recorrentes a produtores rurais, granjas, propriedades leiteiras e pequenos empreendedores em diferentes regiões do estado.
Para o deputado Arilson, o principal problema é que o consumidor permanece sem alternativa de escolha. "É um monopólio. Quem mora no Paraná não pode contratar outra empresa para fornecer energia. Quando a Copel deixou de ser pública, passou a mirar exclusivamente o lucro, independentemente das dificuldades enfrentadas pela população", afirmou.
RECOMPRA DA COPEL - Diante desse cenário, o deputado Arilson volta a ressaltar a importância da campanha "É Nossa Energia: Copel dos Paranaenses", que pretende reunir ao menos 90 mil assinaturas para protocolar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que autorizará a reestatização da companhia.
“A Copel deve voltar a ser do povo do Paraná. Precisamos acabar com essa lógica em que a população paga mais caro para aumentar os ganhos dos acionistas", ressalta.
Na avaliação do deputado Arilson, a alta na conta de luz representa o custo direto de uma decisão política tomada pelo governo Ratinho Jr., cujos impactos já são sentidos por famílias, produtores rurais, comerciantes, hospitais e empresas em todo o Paraná.
Serviço:
Para assinar o abaixo-assinado pela recompra da Copel, uma iniciativa do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, acesse: www.nossaenergia.com
Postado em 26/06/2026 - Por: Assessoria